domingo, 21 de junho de 2009

Pelos cortes e cicatrizes.

O diferente nos corta
E em toda manhã, um ou outro
Está limpando ou tampando todas as cicatrizes

E,
todas as relações se dão pelo poder
O meu de obedecer,
O seu de ser poder.

Podendo por horas mandar,
E eu nada fazer.
Porque,
desde sempre,
menos me disseram que eu era,
assim na margem por aqui fiquei.

Por outro lado,
Querer crescer poderia fazer do meu poder
Violência.
E mais,
De sua violência meu poder.

E de tudo,
fica o que é seu sobre mim
Anulando-me os gestos, o corpo e a fala.



Dominique Arantes
15 de Junho de 2009

Um comentário:

Espaço Feliz disse...

Troca de violências, pelos laços.
Vontade, medo e pele. Texto forte este.
Bom retornar.
Beijos dodod's